Autoestima: como você se vê? – Parte 2

Muitas coisas do nosso cotidiano acabam atingindo nossa autoestima. Com alguns passos básicos esse sentimento negativo pode se extinguir rapidamente

O ipê não está sempre florido, mas se torna na época certa – Crédito: Cultural Mix

O comentário de pessoas que são importantes para nós, como, por exemplo, aquelas que amamos, e de modo especial as que conosco convivem no ambiente familiar, carregam em si profundas emoções. É por isso que colocações negativas nesses ambientes geram sentimentos de inferioridade e inadequação. Especialmente quando são relacionadas com a aparência física (“feio”, “gordo”, “cabeçudo”, “orelhudo”). A baixa estima criada por esta forma deixa a pessoa muito vulnerável a comentários externos negativos relacionados com sua aparência e apresentação. Quando o objeto das colocações são os aspectos intelectuais (“burro”, “tapado”), a pessoa ficará muito sensível a cobranças externas quanto à sua competência ou à qualidade do seu trabalho. Enfim, quanto mais importante for a pessoa originadora do comentário, maior o impacto na autoestima. Essas marcas podem ser tão destruidoras que somente o trabalho de um profissional especializado pode minimizar seus efeitos na vida das pessoas.

Somos seres únicos e diferentes

Cada um de nós precisa entender que somos pessoas únicas e irrepetíveis. Não há, nem haverá outra pessoa igual a cada um de nós. Mesmo irmãos gêmeos não conseguem ser iguais em suas ações e comportamentos. Observando o ipê, que perde suas folhas na época da seca do inverno e fica sem graça, percebemos que logo floresce e fica estonteantemente lindo na primavera. Ele não está sempre florido, mas se torna na época certa. Da mesma forma, nós podemos tornar “linda” pelo menos alguma de nossas características, dependendo da ocasião.   Também não precisamos todos sermos iguais. Nem magérrimos, nem de cabelos lisos, nem cabeludos, nem torcer pelo mesmo time. Sem criatividade não há evolução. Se fôssemos todos iguais, ainda estaríamos comendo raízes e morando em cavernas. Por sermos diferentes e observarmos por diferentes ângulos, conseguimos obter resultados surpreendentes e evoluímos. Ainda bem que não somos todos iguais.

Dicas para o uma autoestima sadia

• Para uma autoestima sadia, é preciso começar desde cedo. Quando se lida com crianças, é importante incentivá-las a fazer de novo, pois somente através da prática é que se consegue ser realmente bom naquilo que se faz. Por isso, os esportistas de alta performance sempre treinam muito e forte.
• É importante evitar tratar as pessoas, especialmente crianças e jovens, por apelidos que as possam denegrir, ou inferiorizar, fazendo-as sentirem-se diferentes do grupo, especialmente se forem aspectos físicos. Elas terão muita dificuldade em lidar com esse tipo de rejeição.
• A fábula “O Velho, o Menino e o Burro” atribuída a Esopo, demonstra que não se pode agradar a todas as pessoas. Por isso, quando receber uma crítica, seja na forma de comentário maldoso ou gozação, deve-se filtrar a importância de quem está fazendo a colocação: “esse indivíduo é importante?”. Cada um de nós tem o poder de minimizar a importância de qualquer comentário. Portanto, só validar e aceitar aqueles que vierem de pessoas importantes que realmente valem a pena.

Edson Fujita é coach no Vale do Paraíba

– Autoestima: Como você se vê? – Parte 1

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